lunes, 7 de junio de 2010

Fiquem do lado, façam companhia

Oi pessoal!
Tudo bem aí??

Então, minha amiga Lusiane lançou a campanha fantástica: "Uma música por dia" onde vai me apresentando novas cançoes e artistas que eu ainda desconheço. Essa música que trago hoje, surgiu da campanha. Eu ainda não conhecia Zélia Duncan e gostei demais do que vi, que delícia de voz e que qualidade de interpretação!

Martinez, guría querida, obrigada pelas músicas, você faz o meu dia com essas suas idéias!
Pessoal, tomara que vocês gostem!
Um beijo em todos!

Pau.

(Psiu..psiu...reparem no cara do violão. O nome dele é Webster Santos, e toca muuuito!)


A companheira - La compañera
Luiz Tatit

Eu ia saindo, ela estava ali Yo estaba saliendo, ella estaba allí
No portão da frente En el portón de enfrente
Ia até o bar, ela quis ir junto Iba hasta el bar, ella quiso ir conmigo
"Tudo bem", eu disse "Todo bien", le dije
Ela ficou super contente Ella se puso súper contenta
Falava bastante Hablaba bastante
O que não faltava era assunto Lo que no faltaba era asunto
Sempre ao meu lado Siempre a mi lado
Não se afastava um segundo No se alejaba un segundo
Uma companheira que ia a fundo Una compañera que iba a fondo

Onde eu ia, ela ia Donde iba, ella iba
Onde olhava, ela estava Donde miraba, ella estaba
Quando eu ria, ela ria Cuando reía, ella reía
Não falhava No fallaba

No dia seguinte ela estava ali Al día siguiente ella estaba allí
No portão da frente En el portón de enfrente
Ia trabalhar, ela quis ir junto Iba a trabajar, ella quiso ir conmigo
Avisei que lá o pessoal era muito exigente Le avisé que allá la gente era muy exigente
Ela nem se abalou Ella ni se preocupó
"O que eu não souber eu pergunto" "Lo que no sepa, pregunto"
E lançou na hora Y lanzó en el momento
mais um argumento profundo otro argumento profundo
Que iria comigo até o fim do mundo Que iría conmigo hasta el fin del mundo

Me esperava no portão Me esperaba en el portón
Me encontrava, dava a mão Me encontraba, daba la mano
Me chateava, sim ou não? Me molestaba, ¿sí o no?
Não No

De repente a vida ganhou sentido De repente la vida ganó sentido
Companheira assim nunca tinha tido Compañera así nunca había tenido
O que pinta sempre é Lo que sale bien siempre es
uma coisa estranha una cosa extraña
É companheira que não acompanha Es compañera que no acompaña
Isso pra mim é felicidade Eso para mí es felicidad
Achar alguém assim na cidade Encontrar alguien así en la ciudad
Como uma letra pra melodia Como una letra para melodía
Fica do lado, faz companhia Se queda al lado, hace compañía

Pensava nisso quando ela ali Pensaba en eso cuando ella allí
No portão da frente En el portón de enfrente
Me viu pensando, quis pensar junto Me vió pensando, quiso pensar conmigo
"Pensar é um ato "Pensar es un acto
tão particular do indivíduo" tan particular del individuo"
E ela, na hora E ella, en el momento
"Particular, é? Duvido" "Particular, eh? Dudo"
E como de fato eu não tinha lá muita certeza E como de hecho no estaba muy seguro
Entrei na dela, senti firmeza Entré en su juego, sentí firmeza
Eu pensava até um ponto Yo pensaba hasta un punto
Ela entrava sem confronto Ella entraba sin confrontar
Eu fazia o contraponto Yo hacía el contrapunto
E pronto Y listo

Pensar assim virou uma arte Pensar así se volvió un arte
Uma canção feita em parceria Una canción hecha en sociedad
Primeira parte, segunda parte Primera parte, segunda parte
Volta o refrão e acabou a teoria Vuelta al estribillo y se acabó la teoría
Pensamos muito por toda a tarde Pensamos mucho toda la tarde
Eu começava, ela prosseguia Yo comenzaba, ella proseguía
Chegamos mesmo, modesta à parte Realmente llegamos, modestia aparte
A uma pequena filosofia A una pequeña filosofía

Foi nessa noite que bem ali Fue en esa noche que allí
No portão da frente En el portón de enfrente
Eu fiquei triste, ela ficou junto Me puse triste, ella se quedó conmigo
E a melancolia Y la melancolía
foi tomando conta da gente se fue apoderando de nosotros
Desintegrados, éramos nada em conjunto Desintegrados, éramos nada en conjunto
Quem nos olhava só via dois vagabundos Quien nos miraba sólo veía dos vagbundos
Andando assim meio moribundos Andando así medio moribundos
Eu tombava numa esquina Yo caía en una esquina
Ela caía por cima Ella caía encima
Um coitado e uma dama Un pobre y una dama
Dois na lama Dos en el barro

Mas durou pouco, foi só uma noite Pero duró poco, fue sólo una noche
E felizmente Y afortunadamente
Eu sarei logo, ela sarou junto Yo sané rápido, ella sanó conmigo
E a euforia bateu em cheio na gente Y la euforia nos pegó de lleno
Sentíamos ter toda felicidade do mundo Sentíamos tener toda la felicidad del mundo
Olhava a cidade Miraba la ciudad
e achava a coisa mais linda y me parecía la cosa más linda
E ela achava mais linda ainda Y a ella le parecía más linda todavía

Eu fazia uma poesia Yo hacía una poesía
Ela lia, declamava Ella leía, declamaba
Qualquer coisa que eu escrevia Cualquier cosa que escribía
Ela amava Ella amaba

Isso também durou só um dia Eso también duró un día
Chegou a noite acabou a alegria Llegó la noche y se acabó la alegría
Voltou a fria realidade Volvió la fría realidad
Aquela coisa bem na metade Aquella cosa por la mitad
Mas nunca a metade foi tão inteira Pero nunca la mitad fue tan entera
Uma medida que se supera Una medida que se supera
Metade ela era companheira Mitad, ella, era compañera
Outra metade, era eu que era La otra mitad, yo era

Nunca a metade foi tão inteira Nunca la mitad fue tan entera
Uma medida que se supera Una medida que se supera
Metade ela era companheira Mitad, ella, era compañera
Outra metade, era eu que era La otra mitad, yo era

Ficha técnica:
O quê? "Amigo é casa- Ao vivo" (CD e DVD)
Quem? Zélia Duncan e Simone
Onde pesquisar? http://www.biscoitofino.com.br/simone_zd/Simone&ZeliaDuncan.html

sábado, 22 de mayo de 2010

De músicos e sereias


Ontem assisti um filme que mexeu demais comigo. Hoje, uma das suas músicas me acompanhou o dia todo; deixo aqui para que acompanhe vocês também.

Pra quem estiver interessado, estou falando dum filme peruano de Claudia Llosa que se chama "La teta asustada" (A teta assustada-2009) e eu recomendo muuuuito.

Na canção tem uma palavra que não enocontrei no dicionário: quinoa. Trata-se duma semente bem pequenininha, duma cor entre branca e transparente muito cutivada nos Andes bolivianos e peruanos que fazia parte da alimentação básica dos povos incaicos e pré incaicos.



-Quinoa-


Bom, explicaçoes botánicas dadas e dicas do 7º arte à parte, deixo com vocês a razão desta postagem: Sirena.

Sentem. Sintam.

Com carinho,
Paula


Sirena - Sereia
Magaly Solier

Dicen en mi pueblo que los músicos Dizem na minha cidade que os músicos
Hacen un contrato con una sirena Fazem um contrato com uma sereia
Si quieren saber cuánto durará Se quiserem saber quanto vai durar
Durará el contrato con esa sirena Vai durar o contrato com essa sereia

De un campo oscuro tienen que coger Dum campo escuro têm de colher
Un puñado de quinoa para la sirena Um punhado de quinoa prá sereia
Y así la sirena se quede contando E assim a sereia ficar contando
Dice la sirena que cada grano Diz a sereia que cada grão
Significa un año Significa um ano

Cuando la sirena termine de contar Quando a sereia acabar de contar
Se lo lleva al hombre y le suelta al mar Leva o homen e o solta no mar

Pero mi madre dice, dice, dice Porém minha mãe diz, diz, diz
Que la quinoa difícil de contar es Que a quinoa é díficil de se contar
Y la sirena se cansa de contar E a sereia cansa de contar
Y así el hombre para siempre E assim o homen para sempre
Ya se queda con el don Fica com o dom

jueves, 13 de mayo de 2010

Medo da esternidade- Clarice Lispector



-Clarice Lispector-

Medo da eternidade

Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.
Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.

Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:
- Como não acaba? - Parei um instante na rua, perplexa.
- Não acaba nunca, e pronto.


Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta.

Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.
- E agora que é que eu faço? - Perguntei para não errar no ritual que certamente deveira haver.
- Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.
- Perder a eternidade? Nunca.

O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.
- Acabou-se o docinho. E agora?
- Agora mastigue para sempre.


Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da idéia de eternidade ou de infinito.
Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.

Até que não suportei mais, e, atrevessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.
- Olha só o que me aconteceu! - Disse eu em fingidos espanto e tristeza. - Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!
- Já lhe disse - repetiu minha irmã - que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.

Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra na boca por acaso.
Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.

sábado, 1 de mayo de 2010

Mais Drexler..


Vixe, como deu trabalho postar dessa vez!!
Olha, eu adoro Blogspot mas tem dias que tentar postar dá um trabalho danaaaado, viu? Tudo fica travado, congelado..e não vai pensar que adianta dar tempo pro bichinho pensar porque nada disso! É questão de suprimir a entrada toda e começar tudo de novo.
Ainda bem que minha teimosia é maior do que as dificuldades técnicas, porque era pra eu ter dessistido há horas!! rs..

Gente, essa música, é das que eu mais gosto de Drexler. Tanto a música quanto a letra, são realmente lindas e tenho certeza vocês vão curtir, então mis queridos:

Bon apétit!!!!!

Besos para todos e feliz dia aos trabalhadores!





Todo se transforma - Tudo se transforma
-Jorge Drexler-

Tu beso se hizo calor O seu beijo virou calor
luego el calor, movimiento Depois o calor, movimento
luego gota de sudor Depois pingo de suor
que se hizo vapor, luego viento Que virou vapor, depois vento
que en un rincón de La Rioja Que num canto de La Rioja
movió el aspa de un molino Mexeu a pá dum moinho
mientras se pisaba el vino Enquanto se fazia o vinho
que bebió tu boca roja. Que bebeu sua boca vermelha

Tu boca roja en la mía Sua boca vermelha, na minha boca
la copa que gira en mi mano A taça que gira na minha mão
y mientras el vino caía E enquanto o vinho caía
supe que de algún lejano rincón Soube que de algum canto longe
de otra galaxia De outra galáxia
el amor que me darías O amor que você me daria
transformado, volvería Transformado voltaría
un día a darte las gracias. Um dia pra te agradecer.

Cada uno da lo que recibe Cada um dá o que recebe
y luego recibe lo que da Depois recebe o que dá
nada es más simple Nada é mais simples
no hay otra norma Não tem outra regra
nada se pierde Nada se perde
todo se transforma. Tudo se transforma

El vino que pagué yo O Vinho que eu paguei
con aquel euro italiano Com aquele euro italiano
que había estado en un vagón Que tinha estado num vagão
antes de estar en mi mano Antes de estar na minha mão
y antes de eso en Torino E antes disso, em Torino
y antes de Torino, en Prato E antes de Torino, em Prato
donde hicieron mi zapato Onde fizeram o meu sapato
sobre el que caería el vino. No qual o vinho cairia

Zapato que en unas horas Sapato que daqui a pouco
buscaré bajo tu cama Vou procurar embaixo da sua cama
con las luces de la aurora Com as luzes da alvorada
junto a tus sandalias planas Junto com as suas sandálias planas
que compraste aquella vez Que você comprou aquela vez
en Salvador de Bahía Em Salvador de Bahía
donde a otro diste el amor Onde para outro deu o amor
que hoy yo te devolvería Que hoje eu daria de volta.

Cada uno da lo que recibe Cada um dá o que recebe
y luego recibe lo que da Depois recebe o que dá
nada es más simple Nada é mais simples
no hay otra norma Não tem outra regra
nada se pierde Nada se perde
todo se transforma. Tudo se transforma

jueves, 15 de abril de 2010

A cuíca!

Olha só que achado mais bacana!
Eu não acabava de entender direito como é que funcionava o negócio. Salve Osvaldinho!!!

Besos!
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MI INSTRUMENTO
Osvaldinho da Cuíca - Percusionista.

"Cuíca!
Es un instrumento milenario que se esparció por todo el mundo, por toda Europa por parte de los bárbaros que dominaron por más de 800 años la Península Ibérica, y al ser llevada para África, ella vino a Brasil. Pero era un instrumento sólo para hacer ruido, no era un instrumento musical. Y fue aquí, en las manos de un brasilero, que ella se sutilizó.

La cuíca: es un instrumento de un sonido muy especial. Se asemeja a una voz humana. Ahora parece que ríe. Ahora parece que llora. Ahora parece un animal en celo. Ehhh!! Una alegría histérica!!




Es un tambor cilíndrico, con una piel en sólo uno de sus lados. De preferencia, la piel es de cabra o de toro y tiene un (palillo de) bambú atado donde uno, a través de fricción y un paño mojado, hace el sonido.
La afinación y las notas salen de aquí, de la piel. Si uno comprime, agudo. Si uno suelta un poco, medio. Y si se suelta del todo, grave. Entonces, así...

Era un niño, en los años 50, veía en el Cine Nacional las batucadas y el ronquido de la cuíca me fascinaba. Quedaba perplejo de ver como puede un sonido de esos, tan bonito, parecerse a una voz humana. Y fue ahí mi iniciación.

La cuíca es un instrumento que puede ser usado en cualquier género musical. Ela vá en cualquier ritmo, en cualquier división, en cualquier modalidad de música.

La cuíca es mi compañera y mi instrumento de profesión.
Gracias, cuíca!!"
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miércoles, 14 de abril de 2010

Les voy a contar...



Hoje ganhei um presente precioso da Angélica e na hora quis postar aqui para dividir com vocês, os portunholeiros de plantão.

Essa música mexe demais comigo, pois é das primeiríssimas cançoes em português que me deixaram doidinha pela letra, o ritmo, a doçura das vozes...e porque fazia parte da trilha sonora de "Páginas da vida" também, rs!!

O Brasil parecia tããããão longe então!!!

Hoje, tempão depois e com tanta água que rolou na minha vida, ainda sinto aquela mesma emoção no estômago quando começam soar os primeiros acordes que me faz viajar no tempo. Êita sensação gostosa!!!

Obrigada minha Angel pelo passeio e pelos mimos. Sua sensibilidade e bom gosto fazem bem à alma, acredite!!!!

Boa noite para todos, durmam em paz com essa linda melodía..

Pau.

sábado, 10 de abril de 2010

Fiquei pensando...

Será que, mais cedo ou mais tarde, todos acabamos nos encolhendo o suficiente para caber no cubículo do que a gente "devia ser..."?



Cuando comenzamos a nacer - Quando começamos a nascer

Cuando comenzamos a nacer Quando a gente começa nascer
La mente empieza a comprender A mente começa compreender
Que vos sos vos y tenés vida Que você é você e tem vida
Que poca cosa es la realidad Que pouca coisa é a realidade
Mejor seguir, mejor soñar Melhor continuar, melhor sonhar
Y lo que vale no es el dia E o que conta não é o dia
Pero el sol está Mas o sol está
No es de papel, es de verdad Não é de papel, é de verdade

Tenés una boca para hablar Você tem uma boca para falar
Y comenzás a preguntar E começa perguntar
Y conocés a la mentira E conhece à mentira
Con tus piernas vas a caminar Com as suas pernas vai caminhar
Y te empiezan a encerrar E começam a encerrar você
Y ahí te quedás con tu rutina E aí você fica com a sua rotina
¿Y que vas a hacer? Fazer o quê?
Uno se cansa de correr A gente se cansa de correr

Llenás tus valijas de amor y te vas Enche suas malas de amor e vá embora
A buscar el cuerpo de una mujer Procurando o corpo duma mulher
Y descubrís que amor E descobre que amor
Es más que una noche y juntos É mais do que uma noite e juntos
Ver amanecer Ver o amanhecer

Poco a poco vos te conformás Aos poucos, você se conforma
Si no es amor es tuya igual Se não é amor, (ela) é sua igual
Y vos le das lo que te pida E você lhe dá o que ela peça
Pero si te ofrecen el final Mas se te oferecem o final
Dirás: igual me he de quedar Você dirá: igual eu vou ficar
Por qué soy yo, por qué es mi vida Porque sou eu, porque é a minha vida.

Ficha técnica:
Letra: Charly García
Música: Sui Generis


lunes, 15 de marzo de 2010

¡Buen día!


¡¡Hola a todos!!

¿Cómo están?

Pra quem não está sabendo: 24 de março serão lançados ao mercado dois DVDs gravados ao vivo pela cantora Zizi Possi. O motivo dos shows foi nada menos que a comemoração dos 30 anos de carreira da artista.
A temporada de doze shows foi gravada entre março e maio do ano 2.008, no Tom Jazz em São Paulo. Pra isso, ela convidou grandes figuras da música brasileira que acompanharam ela cantando algumas músicas que fizeram parte da trajetória dela e outras inéditas tanto na voz dela quanto na voz do convidado; além de dar o espaço pra eles contarem histórias no palco e deixar rolar um clima súper gostoso e íntimo entre o público e os artistas. Uma delícia!!


-Capa DVD1-


-Capa DVD 2-


E eis que, palpitando o lançamento, posto aqui para todos vocês uma música que eu adoro pelo fato da letra ser tão real (como a vida mesma, diriam as avós..) e um vídeo que me faz rir muito com o "mico" da Ana Carolina se esquecendo da letra.
Nem me fala...a qualidade do som é muito ruim e o ángulo é fatal, né? E peço desculpas por isso, mas é o que temos..só por enquanto!!

Ah!! Mais uma coisa, gente, pra quem estiver interessado, a pré-venda já está rolando nos seguintes sites:

Siciliano:

Saraiva:

Então, para Zizi, parabéns pelos 30 anos de fazer a diferença com seu senso de qualidade e pelo(s) novo(s) trabalho(s)!

E para vocês, muchos besos para todos e uma linda semana!


Bom dia! - ¡Buen día!
Swami Jr / Paulo Freire

Logo de manhã...bom dia! Apenas amanece..¡buen día!
(4x)

Um dia quero mudar tudo Un día quiero cambiar todo
No outro eu morro de rir Al otro me muero de la risa
Um dia tô cheia de vida Un día estoy llena de vida
No outro não sei onde ir Al otro no sé adonde ir
Um dia escapo por pouco Un día escapo por poco
No outro não sei Al otro no sé
Se eu vou me livrar Si me voy a salvar
Um dia esqueço de tudo Un día me olvido de todo
No outro não posso Al otro no puedo
Deixar de lembrar Parar de recordar
Um dia você me maltrata Un día me maltratas
No outro me faz muito bem Al otro me haces muy bien
Um dia eu digo a verdade Un día digo la verdad
No outro não engano ninguém Al otro no engaño a nadie

Um dia parece que Un día parece que
Tudo tem tudo Todo tiene todo
Prá ser o que eu Para ser lo que yo
Sempre sonhei Siempre soñé
No outro dá tudo errado Al otro todo sale mal
E acabo perdendo Y acabo perdiendo
O que já ganhei Lo que gané

Logo de manhã...bom dia! Apenas amanece..¡buen día!
(4x)

Um dia eu sou diferente Un día soy diferente
No outro sou bem comportada Al otro soy bien educada
Um dia eu durmo até tarde Un día duermo hasta tarde
No outro eu acordo cansada Al otro amanezco cansada
Um dia te beijo gostoso Un día te beso con ganas
No outro nem vem Al otro ni vengas
Que eu quero respirar Que quiero respirar
Um dia quero mudar Un día quiero cambiar
Tudo no mundo Todo en el mundo
No outro eu vou devagar Al otro voy despacio

Um dia penso no futuro Un día pienso en el futuro
No outro eu deixo prá lá Al otro ni me importa
Um dia eu acho a saída Un día encuentro la salida
No outro eu fico no ar Al otro quedo en el aire
Um dia na vida da gente Un día en nuestra vida
Um dia sem nada de mais Un día sin nada especial
Só sei que eu acordo Sólo sé que despierto
E gosto da vida Y me gusta la vida
Os dias não são nunca iguais Los días nunca son iguales

Logo de manhã...bom dia! Apenas amanece..¡buen día!
(4x)

sábado, 13 de marzo de 2010

19 días y quinientas noches

Para mim, Joaquin Sabina é o equivalente ao Chico Buarque da música em espanhol. As letras dele, mexem demais comigo!

Essa música foi bem dificil de traduzir, pois tem muita gíria espanhola que eu desconheço. Porém, queria postar pra vocês conhecerem essa música fantástica e esse artista maior da música em espanhol. Em breve, estaremos ouvindo mais música dele, tá bom?

Um grande beijo em todos,

Pau



19 días y 500 noches - 19 dias e 500 noites

Lo nuestro duró Nosso caso durou
Lo que duran dos peces de hielo O que duram três peixes de gelo
En un whiskey on the rocks Num whiskey on the rocks
En vez de fingir Em lugar de fingir
O estrellarme una copa de celos Ou lançar-me uma taça de ciúmes
Le dio por reír Ela riu
De pronto me vi De repente me vi
Como un perro de nadie Como cachorro de ninguém
Ladrando, a las puertas del cielo Latindo às portas do céu
Me dejó un neceser con agravios Me deixou uma frasqueira de agravos
La miel en los labios A mel nos lábios
Y escarcha en el pelo E geada nos cabelos

Tenían razón Estavam certas
Mis amantes Minhas amantes
En eso de que antes Com isso que antes
El malo era yo O ruim era eu
Con una excepción Com uma exceção
Esta vez Dessa vez
Yo quería quererla querer Eu queria querer gostar dela
Y ella no. E ela não
Así que se fue Então ela foi embora
Me dejó el corazón Me deixou o coração
En los huesos Nos ossos
Y yo de rodillas. E eu ajoelhado
Desde el taxi, Desde o táxi
Y, haciendo un exceso Fazendo um excesso
Me tiró dos besos Mandou dois beijos
Uno por mejilla. Um por bochecha.

Y regresé E regresei
A la maldición À maldição
Del cajón sin su ropa Da gaveta sem a roupa dela
A la perdición À perdição
De los bares de copas Dos botecos
A las cenicientas Às cinderelas
De saldo y esquina De saldo e esquina
Y por esas ventas E por essas vendas
Del fino La Ina Do fino La Ina (vinho espanhol)
Pagando las cuentas Pagando as contas
De gente sin alma De pessoas sem alma
Que pierde la calma Que perdem a calma
Con la cocaína Com a cocaína
Volviéndome loco Ficando louco
Derrochando Esbanjando
La bolsa y la vida A carteira e a vida
La fuí, poco a poco Fui, aos poucos
Dando por perdida Dando ela por perdida
Y eso que yo E olha que eu
Paro no agobiar Pra não agoniar
Con flores a María Com flores a Maria
Para no asediarla Pra não assedia-la
Con mi antología Com a minha antologia
De sábanas frías De lençois frios
Y alcobas vacías E quartos vazios
Para no comprarla Pra não compra-la
Con bisutería Com joalheria
Ni ser el fantoche Nem ser o fantoche
Que vá en romería Que vá em peregrinação
Con la cofradía Com a confraria
Del Santo Reproche Do Santo Reproche
Tanto la quería Tanto gostava dela
Que tardé en aprender Que demorei pra aprender
A olvidarla diecinueve días A me esquecer dela, dezenove dias
Y quinientas noches. E quinientas noites.

Dijo hola y adiós Disse "oi" e "adeus"
Y el portazo sonó E a batida da porta soou
Como un signo de interrogación Como um ponto de interrogação
Sospecho que así Desconfio que assim
Se vengaba, a través del olvido Se vingava, a través do esquecimento
Cupido de mi Cupido de mim
No, no pido perdón Não, não peço perdão
¿Para qué? si me va a perdonar Pra que vai me perdoar
Porque ya no le importa Porque já nem se importa
Siempre tuvo la frente muy alta Sempre teve a testa muito alta (orgulhosa)
La lengua muy larga La língua muito comprida
E la falda muy corta E a saia curta demais

Me abandonó Me abandonou
Como se abandonan Como se abandonam
Los zapatos viejos Os sapatos velhos
Destrozó el cristal Destruçou o cristal
De mis gafas de lejos Dos meus óculos de longe
Sacó del espejo Tirou do espelho
Su vivo retrato Seu vivo retrato
Y fui, tan torero E eu fui, tão toureiro
Por los callejones Pelos becos
Del juego y el vino Do jogo e do vinho
Que ayer el portero Que ontem o porteiro
Me echó del casino Me jogou fora do casino
De Torrelodones. De Torrelodones.
Qué pena tan grande Que pena tão grande
Negaría el Santo Sacramento Recusaria o Santo Sacramento
En el mismo momento No mesmo momento
Que ella me lo mande. Que ela mande pra mim

Y eso que yo... E olha que eu...



Ficha técnica:

Título: 19 Días y 500 Noches
Año: 1999
Letra: Joaquín Sabina
Música: Joaquín Sabina
Disco: 19 Días y 500 Noches

sábado, 6 de marzo de 2010

Y el nordeste sigue siguiendo!!

Mais uma contribuição da minha profe de português..

Buen finde para todos!!

CINEMA NO NORDESTE: Para conseguir a aceitação do público nordestino, os cinemas locais decidiram mudar os nomes dos filmes:


NOVOS TÍTULOS:

DE

PARA

Uma Linda Mulher
Uma Quenga Aprumada

O Poderoso Chefão

O Coroné Arretado
O Exorcista
Arreda, Capeta!
Os Sete Samurais
Os Jagunço di Zóio Rasgado
Godzila
Calangão
Perfume de Mulher
Cherim de Cabocla
Tora, Tora, Tora!
Ôxente, Ôxente, Ôxente!
Mamãe Faz Cem Anos
Mainha Nun Morre Mais
Guerra nas Estrelas
Arranca-Rabo no Céu
Um Peixe Chamado Wanda
Um Lambari Cum Nome di Muié
A Noviça Rebelde
A Beata Increnquêra
O Corcunda de Notre Dame
O Monstrim da Igreja Grandi
O Fim dos Dias
Nóis Tâmo é Lascado
Um Cidadão Acima de
Qualquer Suspeita.
Um Cabra Pai D'égua di
Quem Ninguém Discunfia
Os Filhos do Silêncio
Os Mininu du Mudim
A Pantera Cor-de-Rosa
A Onça Viada

A história do Bumba-meu-boi

Gente, pesquisando um pouco no Youtube, achei esse video que foi feito por alunos de Design

Gráfico da Universidade Estadual da Bahia. Achei muito bacana, e lógico, não podia deixar de postar aqui.

E aí, o que vocês acharam????


lunes, 1 de marzo de 2010

Otra canción y otro artista que estaba ansiando traer aquí, vamos progresando!!

Besos para todos y que lo disfruten!
Pau.




Na primeira manhã - En la primera mañana
(Composição: Alceu Valença)

Na primeira manhã que te perdi En la primera mañana que te perdí
Acordei mais cansado que sozinho Desperté más cansado que solo
Como um conde falando Como un conde hablándole
Aos passarinhos A los pajaritos
Como uma bumba-meu-boi sem capitão Como bumba-meu-boi* sin capitán
E gemi como geme o arvoredo Y gemí como gime la arboleda
Como a brisa descendo das colinas Con la brisa desciendo de las colinas
Como quem perde o prumo e desatina Como quien pierde el juicio y desatina
Como um boi no meio da multidão Como un buey en medio de la multitud

Na segunda manhã que te perdi En la segunda mañana que te perdí
Era tarde demais pra ser sozinho Era desmasiado tarde para ser solo
Eu cruzei ruas, estradas e caminhos Crucé calles, rutas y caminos
Como um carro Como un auto
Correndo em contramão Corrindo a contramano
Pelo canto da boca num sussurro Por el canto de la boca en un susurro
Fiz um canto demente, absurdo Hice un canto demente, absurdo
O lamento noturno dos viúvos El lamento nocturno de los viudos
Como um gato gemendo no porão Como un gato gimiendo en el sótano
Solidão. Soledad.

Como no entendía qué significaba bumba-meu-boi, así que fui a buscar un poco de información que dejo aquí porque les vá a ayudar a entender mejor la letra:

*Bumba-meu-boi ("tumba mi buey"): Danza del folclore popular brasilero con personajes humanos y animales fantásticos, que gra en torno a la muerte y la resurrección de un buey. Es originaria del nordeste brasilero, pero en la actualidad es muy popular y conocida ewn otros estados adquiriendo nuevos personajes, ritmos, temáticas, indumentarias e instrumentos.


"Bumba-meu-boi", de Edith Wagner


Lo que no cambia es la historia que se cuenta en todos los bumbas-meu-boi: el buey de la pastorcita se pierde y ella sale a buscarlo por los alrededores y vá encontrando diferentes personajes en el camino. Siempre al final el buey siempre muere y resucita, y con su muerte se canta el siguiente lamento:


Bumba meu boi

"O meu boi morreu
Que será de mim?
Manda buscar outro
Ô maninha, lá no Piauí"

"Mi buey murió
¿Qué será de mí?
Manda a buscar otro
Oh, hermanita, allá en Piauí"

(Autor: Gilmar Silva)